quinta-feira, 12 de novembro de 2009

OS NOVOS ROMANOS

Passei por Roma num destes dias. Roma, sob o aspecto humano, continua como há 2000 mil anos.

A diferença está só nos adereços. As pessoas podem ser outras, mas continuam a ser Romanos. Os novos Senadores, Centuriões e outros proeminentes elementos do Estado estão bem presentes em qualquer sítio. Os Artífices são hoje homens de negócio, donos de empresas ou gestores de topo. Os escravos são os trabalhadores nas fábricas, nos quiosques, nos restaurantes e cafés e nos escritórios. Até o gladiador está bem presente no desporto e nas actividades afins. Roma continua viva!

Não fosse a electricidade e as vestes de hoje, e estaríamos a viver dois mil anos atrás. É impressionante como estas figuras estão tão presentes para o observador atento que se senta na esplanada do café ou na sala de um restaurante, enquanto degusta um “expresso curto” ou uma “pizza margaritta”.

Os actores são outros. O cenário é mais moderno. Os sistema está ajustado. Mas o enredo é o mesmo! Pouco mudou!

Se encontrasse César num parada de rua, na sua quadrilha dourada e escoltado pela centúria não ficaria nada surpreendido. Dois mil anos não chegaram para fazer um “homem novo”.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

SANTOS DA CASA NÃO FAZEM MILAGRES

Um dos artigos publicados neste  blog, (Visão Mortífera, Maio 2009) foi retirado de um “paper” que foi enviado na sua forma completa em simultâneo para duas conferências internacionais, uma a acontecer em Portugal (Gaia) e outra na Austrália (Melbourne), ambas ainda este ano.

Não fazendo eu parte da “academia”, enviar comunicações para conferências internacionais  que são organizadas por universidades é um desafio arrojado, que tem à partida o “não” como quase certo.

A comunicação, como se poderá ver pelo artigo deste blog, não segue exactamente o modelo da academia. Nem foi essa a minha preocupação.

Pretendi apresentar na comunicação que existe uma potencial relação entre a evolução tecnológica e o “valor” criado pela actividade humana e as consequências que as diferentes possíveis combinações resultantes dessa relação podem significar para a sociedade e a economia mundial.

Não estando muito preocupado com a forma, preocupei-me mais com o conteúdo, até porque é esse que poderá interferir nas nossas vidas.

O mesmo “paper” foi enviado exactamente igual para ambas as conferências, na expectativa de que se fosse aprovada para uma das conferências teria de prescindir da outra por questões de direitos de publicação, mas acabei por não necessitar de ter de utilizar este expediente.

Dos júris de ambas as conferências recebi comentários sobre a forma, o que para mim não foi surpresa, na medida em que sabia claramente que tendo preferido adaptar o conteúdo da comunicação ao limite de páginas de texto aceites em vez de utilizar o mesmo espaço para seguir as regras respeitantes à produção de comunicações, os comentários seriam mais do que esperados.

Assim, com base nessa avaliação, o júri da conferência em Portugal acabou por não aceitar a minha comunicação. Quanto ao conteúdo nada disse nem referiu.

Contudo, o júri da conferência na Austrália, mesmo considerando que a “forma” não estando correcta poderia ser corrigida, com base no conteúdo, aceitou a comunicação para ser apresentada na dita conferência, com o seguinte comentários: “This is because the questions raised in this paper have far reaching implications for a variety of disciplines, and it takes a lot of courage to attempt what you have done.”

Assim, irei apresentar a referida comunicação na Austrália em vez de o fazer no meu país.

E mais comentários não faço.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A LIBERDADE DE IMPRENSA NA TVI.

Num outro forum, alguém perguntou:

“Será que alguém se importa com a saída da Manuela Moura Guedes? E fará falta ao panorama informativo nacional?”

Como telespectador vejo as notícias da SIC notícias e CNN (pouco mais). Outros programas que possa ocasionalmente ver serão alguns específicos da RTP2 e dos canais temático da TVCABO (que agora se chama ZON, não é?)

Por este perfil, poder-se-á ver que não sou adepto da TVI, nem no tempo do BigBrother nem do Marcelo, que continuo a não ver na RTP1, nem de outros "astros" do universo mediático que passam pelas televisões (nem via o Santana contra o Sócrates na RTP1, por achar que eram demasiado ocos e facciosos nas suas visões e comentários).

Depois, já tenho idade e experiência de vida suficientes para estar muito acima da mediocridade da política portuguesa (desculpe-se a minha potencial arrogância) pelo que sou perfeitamente livre para ver o que se faz e se diz e qual o seu significado e quais as patranhas que se engendram por detrás de falinhas mansas e da hipocrisia intolerável que caracteriza o nosso panorama político. Sem necessidade de me justificar, ainda digo que expresso as minhas opiniões sobre qualquer dirigente político (como já o fiz directamente à Manuela Ferreira Leite em devido forum, o farei a Sócrates se tiver essa oportunidade ou a outro qualquer). Finalmente, nem costumo votar se não encontrar afinidade com algum programa político. Dito isto, aqui vai:

A forma de fazer jornalismo da Manuela Moura Guedes é efectivamente pouco "comestível". A sua saída não deixará pena, pelo menos a mim. Haverá outros que poderiam aproveitar a ocasião e ir também embora.

A Manuela é uma "jovem" das minhas idades e o que mais lamento é que a doce recordação de uma canção que a celebrizou há cerca de trinta anos seja deixada para segundo plano porque o que iremos lembrar é uma MMG transformada sob muitos aspectos. Lá se foi a doce imagem da juventude.

Mas o que a Manuela fez, na sua luta contra Sócrates, fará falta?

aí temos outra questão, que não foi colocada inicialmente, mas que eu me atrevo a fazer agora.

Aqui tenho as minhas dúvidas se não corremos o risco de perdermos uma voz, nem sempre certa e da forma correcta, que aproveitava o facto de haver "liberdade" para se fazer notar e para trazer a público assuntos que podem ser do interesse da sociedade.

E aqui vem à baila a questão da "liberdade".

Sabemos que ultimamente têm vindo a terreiro várias denúncias de tentativa de interferência na liberdade de expressão e de decisão de algumas pessoas.

Alguns directores de informação (inquestionáveis na sua honestidade) foram pressionados para ignorar o caso da Universidade Independente e do diploma de Sócrates. Alguém se atreve a desmentir? parece que não!

Algumas empresas (os jornais fizeram eco de vários casos nos últimos dias) dizem que sofreram pressões políticas para se manterem dentro de uma certa linha ou perderiam oportunidades de negócio. Mentirosos? duvido!

Sabemos que a MMG andava numa guerra declarada contra Sócrates, depois do episódio deste a alcunhar de "jornalista travestida".

Sabemos que, independentemente dos culpados, existe muito para explicar sobre o Freeport, o projecto da Cova da Beira e diplomas de curso passados ao domingo, bem como das pressões políticas sobre a sociedade.

E agora, de forma perfeitamente independente, a quem convém mais a saída da MMG?

Claramente a Sócrates.

Acaba-se com uma voz discordante que iria fazer tudo para o deitar abaixo até às eleições e aproveita para culpar a oposição de que estão a fazer aproveitamento politico do facto, ao qual pretende ser alheio, e assim se tornar em vítima. Ficará visto como o pobre "coitado" (outro Zé Maria do BigBrother) que o nosso povo tanto gosta de defender.

O que ganha a oposição? Nada!

Primeiro perde MMG e o seu combate contra um inimigo comum.

Depois vê-se acusada de se estar a aproveitar do evento.

Terceiro, se refilar muito, porque também tem telhados de vidro (histórias do passado menos bem contadas), acabará por ser acusada de hipocrisia e de falsidade e desonestidade política.

Claro que nem todos conseguem ver desta forma (alguns não querem ver por várias razões, por beneficiarem do acontecimento ou por medo de o dizerem)

A mim já me mandaram ficar "calado..." duas vezes. nem por isso vou deixar de dizer o que penso. No dia que tiver de ficar calado, se ainda for a tempo, saio do país para sempre. Já não tenho idade para aturar mentiras.

Pensem por vós próprios, sem pressões, e decidam por vós. Quem viveu o 25 de Abril compreenderá o que quero dizer. Os outros terão de acreditar que só com suficiente liberdade intelectual e emocional conseguiremos compreender as "mentiras" que nos querem impingir a todo o momento.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Separar as águas

Tenho utilizado este blog para expor muitas das minhas opiniões sobre vários temas, com carácter político, económico e técnico.
Contudo, e com o objectivo de separar as águas, criei um novo blog, "É A ECONOMIA, ESTÚPIDO!", em http://eaeconomiaestupido.blogspot.com , que tem como objectivo fazer a relação entre política e economia.
Dois temas já foram abordados:
 TGV vs AEROPORTO
 A  SEGURANÇA E A ECONOMIA

Neste blog continuarei a publicar artigos essencialmente técnicos dentro das minhas áreas de especialização e sobre assuntos da sociedade que possam merecer a atenção.

Fica o meu agradecimento para quem vai lendo as minhas palavras.
TF

domingo, 23 de agosto de 2009

Understanding strategy

Many managers have trouble understanding what is going wrong with their businesses at some stage in their life cycles.
The first issue is related to the understanding of life cycles. Any product or service, which reflects a given “solution” to a certain necessity or problem, has a clear life cycle. This “solution” life cycle is defined by the volume of the adoption along the time (Levitt, 1965) and, since it is introduced in the market place, it is characterized by the distribution of the same adoption along the time (Rogers, 1995).
Taking the Business Match model (Tesmer, 2002) as an example, and using the market matrix defined by “competitiveness and pressure on margins” and “complexity and uncertainty”, we will clear understand that now a days any new solution will evolve from Frontier, passing through Jungle and ending the life cycle in Battleground. It is almost impossible for a new product to do its life cycle through Kingdom instead of Jungle.
In the same manner, if we design a matrix based on two factors: demand and supply, we will find that any product or service (I like to call the combination of those as “solution”) will evolve around the four quadrants of that matrix in a very predictable faction. It will start its life cycle in low demand and low supply (at the same time that is stands in the Frontier quadrant in the Business Match model), will advance to high demand if the market accepts the solution (product plus service), which will attract new competitors on the supply side, increasing this factor (corresponding to the Jungle quadrant in the Business Match model), and as time goes by, the solution’s life cycle will drop to a lower demand level but still in high supply mode (corresponding to the commoditization process, which will take the solution to the Battleground quadrant in the Business Match model).
If we add to this another factor, the solution’s value for the consumer, we will find, as a rule of the thumb, that “premium” solutions will sell in niches, that is in markets with low supply and reduced demand, and that “commodity” solutions will sell in markets with high demand and enough supply to satisfy that. A “premium” solution will never sell in a mass manner. In the same line of though, a “commodity” solution will never sell in a niche, as it would be a real paradox to the concept of commodity: mass production and low price.
If we take as certain that when analyzing any product life cycle using some kind of model we may find some predictable path, than when we cross information from one model to the next, the life cycle stage must be equivalent.
I my work as researcher, I found that many managers do not see this as evident. Many consider that, on one hand, they are in a Jungle but, on the other hand, they have “premium” products. This is a real paradox that many managers try to solve with no success, as there is not such solution. A premium product has to have what the other have not. Normally, this novelty comes from innovation, supported by high quality and exclusivity. If one can produce such product, this means that the product will stand alone, at least for a while, in the market place, meaning no direct competition. But it also means low demand, as it happens with any other innovative product. Consumers do not jump in mass quantities to buy new products. Therefore, and following this line of thinking, a premium solution has to be position in a niche, at the Frontier of Kingdom quadrants, never at the Jungle position.
Mixing up all these positionings and creating conceptual paradoxes, does not help to come to the right strategy definition at all. The marketing approach that a premium product deserves is not compatible with the marketing approach that one has to provide to consumers in a Jungle market.
Only a perfect alignment of all factors can provide a comprehensive and effective strategic solution. Taking wrong premises will jeopardize any potential scenario. We cannot comprise our vision to a single box.

Manuel T. Fernandes, 2009.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A gripe "A", ou a falta dela....

Este meu comentário não pretende ser político, mas apenas de um cidadão responsável que não entende certos comportamentos que vêm dos dirigentes e da classe/elite que nos governa.

A Ministra da Saúde referiu ou quis dar a entender que existem pessoas a contaminarem outras com a gripe A de forma propositada.
Para ilustrar tal conclusão, própria de um ser intelctualmente superior, referiu que "uma mãe" disse que "ía contaminar propositadamente outras crianças porque também lhe tinham contaminado a sua".

Nós sabemos, ou devíamos saber que quem faz um comentário como este faz parte de uma classe de cidadãos (não me caiam em cima ainda só por estas palavras) que devido a uma educação menos avançada e a uma atitude menos compreensiva e urbana, dizem o que lhes vai na alma sem medirem as suas próprias palavras e o verdadeiro significado das mesmas, sendo que nunca serão capazes de pôr em prática as ameaças que fazem?
Claro que sabemos!
Até sabemos que nós próprios, muitas vezes sob a influência das circunstâncias, proferimos afirmações que em nada reflectem a nossa vontade e forma de ser e estar na vida.
É típico do povo Português proferir essas "ameaças" (blasfémias) que não passam de meras palavras, sem qualquer significado real que não seja o de demonstrar indignação ou revolta, mas que não constituem em si qualquer perigo para a sociedade, porque nunca serão levadas a cabo.

Mas, e vou aqui abrir um espaço de liberdade intelectual em que tudo pode ser possível, mesmo que existissem mães e pais revoltados por alguém ter deixado que os seus filhos fossem contaminados com a gripe A e estejam assim dispostos a contaminar os filhos de outrem de forma propositada, este argumento nunca poderá ser utilizado por um governante (não interessa a sua cor política) para se ilibar da sua responsabilidade e da sua competência ou falta dela para controlar um fluxo pandémico.

Dizer isto ao público, ao mesmo povo que diz coisas que não devia dizer (mas o povo sabe e aprende o que as elites lhe querem ensinar, não é?!) é descer ao nível de quem fez a afirmação em causa. Se temos governantes que dialogam ao nível da ameaça fútil, inexequível, desgarrada e sem consequências, então compreenderemos que o mesmo governante é também inconsequente nos seus actos.

Ao que havíamos de chegar!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O ESTADO CAPITALISTA

A crise financeira provocada pelo Sub-Prime, a consequente crise económica que se generalizou a nível global e os potenciais resultados de um mercado de derivados sobrecarregado de responsabilidades fazem com que os Estados estejam a assumir uma nova posição na economia e na sociedade.

A posição liberal dos Estados, pouco intervencionista e mais regulador, de acordo com os princípios capitalistas emanados do consenso de Washington, está a dissipar-se na sombra da desculpa de que uma posição mais Keynesiana é essencial para garantir a solidez e a confiança nos mercados financeiros, de capitais e na própria economia.

Os Estados estão a assumir a posse, gestão e controlo de sectores vitais à economia, num retrocesso daqueles que eram os princípios da liberalização e da globalização dos mercados e da economia, assumindo-se mais a favor de posições proteccionistas dos seus interesses e das economias internas e menos na defesa do paradigma de liberalização de uma economia global assente na liberdade de circulação de bens e pessoas.

Estamos a assistir ao surgimento de um novo paradigma. Depois do Estado socialista e democrático que surgiu como resposta às crises sociais e económicas dos séculos XIX e XX provocadas pelos Estados dominantes e totalitários, estamos a regressar à tomada do poder pelos Estados, mas agora sob a forma de capitalismo.

O Estado Capitalista, mais do que mero interveniente na regulação dos mercados na tentativa de supressão das suas falhas, assume-se como principal actor na gestão dos sectores vitais das suas economias internas e na defesa dos seus interesses no envolvimento que têm ou quer ter na economia global.

Vários estudos apontam para o cada vez maior domínio dos Estados em alguns sectores como o energético, o financeiro e o terceiro sector, o que demonstra o enorme apetite que os mesmos têm para controlar áreas da economia que possam trazer benefícios a quem os dirige e gere.

Naturalmente que esta ingerência naquilo que até há pouco tempo se defendia como pertença do sector privado é motivada pelos interesses políticos, ou de grupos políticos, que agem na defesa dos seus próprios interesses e sobrevivência.

Esta situação, assente na desculpa de que a crise tem de ser minimizada ou mesmo ultrapassada, apesar de pouco inovadora e nada inédita, está a trazer para a cena social, económica e de mercado um novo agente com uma nova determinação de obter resultados mas também com uma capacidade de decisão e poder de execução que podem ofuscar os outros agentes com interesses económicos. O Estado, assente na prerrogativa de que defende os interesses nacionais, pode assumir posições que nunca seriam aceites se assumidas por outros agentes, mesmo que multinacionais e grandes empresas locais. O Estado, com base no seu poder representativo e legislativo, pode tomar decisões em negócios locais e globais que mais interessem, supostamente, às suas populações.

Sabemos que um Estado que assume tal tipo de comportamento tem de ter um carácter autoritário, senão mesmo ditatorial. Sabemos que nesse tipo de Estados, a governação é assumida por pessoas que não olham aos meios para atingir os seus fins. Sabemos também que quando os objectivos do Estado se sobrepõem aos direitos individuais, a condição humana sofre graves prejuízos. Então o que nos falta para percebermos que a preconizada solução para a crise pode ser o agravamento da nossa condição como humanos e como cidadãos? Se o sistema capitalista já conferia muito poder às empresas, então qual o limite desse poder para o caso dos Estados Capitalistas?

Geralmente, e a história serve precisamente para nos demonstrar a possibilidade de repetição de eventos do mesmo género, este tipo de tomada de posição por parte dos Estados e de quem os governa tem a tendência para se repetir frequentemente. Os ciclos de liberdade são precedidos e também seguidos de ciclos de opressão, independentemente da forma que a mesma assume. A história também prova que a liberdade é sempre a mais afectada por estas repetições cíclicas.

No caso de estarmos na presença de uma nova era, assente no capitalismo de Estado, quais serão as implicações para o actual sistema financeiro, económico e social? Estaremos de regresso ao Estado protector, mas também potencialmente ditador? Seremos todos dependentes das vontades supremas de quem gere esses mesmos Estados capitalistas?

O futuro é sempre uma incógnita, ou não fosse essa a condição mais implícita ao mesmo. Contudo, o futuro é de alguma forma determinado pelo que fazemos na actualidade. E o passado demonstra que muitas vezes a não tomada de posições na devida altura levou a resultados catastróficos para a humanidade. Por quantas mais vezes iremos repetir erros do passado?